Como Declarar Imposto de Renda do Google AdSense e Outros

Como Declarar Imposto de Renda

A internet vem crescendo muito no Brasil e trazendo investimentos em propaganda na web. Com o constante aumento das publicidades em redes na internet, as pessoas procuram cada vez mais meios de faturar a sua parte, abrindo sites e blogs com fins lucrativos exibindo produtos e propagandas e até posts falando sobre assuntos A e B nas ferramentas sociais.

Existem pessoas que buscam renda extra e pessoas que fazem isso como seu trabalho, e em todo caso esse rendimento deve ser declarado. Falando do ponto de vista de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) é bom saber algumas informações importantes:

É necessário abrir empresa?

Recebendo de empresas nacionais ou estrangeiras, é possível declarar o imposto de renda como pessoa física. Aqui vou explicar a realidade do Imposto de Renda para pessoas que utilizam seus sites para fins lucrativos com programas de afiliados e publicidade, como o Google AdSense e outros.

Não há necessidade de abrir empresa para poder declarar os valores recebidos. Como pessoa física é possível pagar o imposto de renda como autônomo, categoria de agente comercial ou atividade de representante. Estando a empresa contratante no Brasil, na hora da declaração, é só lançar as receitas em rendimentos tributáveis de pessoas jurídicas. Se o contratante for de outro país, será preciso declarar como rendimentos tributáveis de pessoas físicas ou do exterior.

É possível deduzir custos?

Quem optar por declarar dessa forma pode deduzir boa parte do seu custo operacional. Isto inclui despesas como contratação de serviços (como web hosting, por exemplo), aluguel, contas de telefone e luz, mão de obra, sub-contratação, que tem a necessidade de serem lançadas em um livro caixa. Por um outro lado os investimentos como licenças de softwares, compra de computadores e imobiliário do escritório não podem ser deduzidos.

Uma boa notícia para quem possui as fontes pagadoras no exterior é que caso tenha sido retido algum IR no país de onde saiu o dinheiro, o Brasil possui acordos que permitem uma compensação do imposto que foi pago lá, evitando assim a bitributação.

Com tudo isso, caso o contratante estiver na Alemanha, Bélgica, Chile, África do Sul, Argentina Ucrânia, República Tcheca, Suécia, Reino Unido, República Eslovaca, Espanha, Portugal, Peru, Holanda, Coréia, Equador, Espanha, Canadá, França, Finlândia, Filipinas, Itália, Japão Luxemburgo, México, Noruega, Estados Unidos, Áustria, Bélgica, Chile, China, Dinamarca, Hungria ou Índia, o autônomo prestador do serviço deverá arquivar todos os comprovantes de pagamento de imposto no exterior e lançar nas declarações anuais.

E por final é bom lembrar que o pagamento do IR nessas situações, NÃO se dá só na época da declaração anual. Deve ser pago todo mês seguinte de um recebimento, até o último dia útil, a não ser que tenha sido abaixo do limite de isenção. A receita federal disponibiliza, para te auxiliar, a ferramenta Carnê-Leão em seu site.

Existe também um guia de perguntas e resposta da Declare Certo sobre o pagamento de IR como autônomo. Clique aqui! para ver o guia.

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